XXVI TORNEIO FESTAS DE NOSSA SENHORA DOS REMÉDIOS

13 Setembro 2016

Henrique Vaz, da Secção de Ténis da AAUTAD, vence “B” em registo pós-férias
Como num filme do cineasta John Ford. Um plano inicial (quase) igual ao final! Neste caso, a vencer! Foi assim o fim-de-semana tenístico do atleta da academia transmontana na prova lamecense. A competição esteve, como habitualmente, integrada nas festividades em honra de Nossa Senhora dos Remédios, também conhecida por Romaria de Portugal, cujo programa, longo e diversificado, engloba concertos, procissões, eventos culturais e desportivos de forma a atrair muitos veraneantes e devotos. Para os tenistas envolvidos, uma óptima oportunidade para conhecer melhor o Santuário de Nossa Senhora dos Remédios. Mesmo que agnósticos! Assim, o TC Lamego realizou a 26.ª edição deste evento, prova de nível B (+35), inserida no Calendário Oficial de Provas da Federação Portuguesa de Ténis e muito apreciada pelos “comes e bebes” com que a organização brinda os seus participantes. O quadro foi disputado nos dois novos courts do Complexo Desportivo de Lamego, cuja aposta da autarquia revela uma estratégia assente numa perspectiva de qualidade de vida que potencia a generalização da prática desportiva e uma acessibilidade real dos cidadãos ao desporto e à actividade física. Desportivamente, o quadro principal contou, entre outros, com elementos do top 100 nacional do competitivo escalão +35. Assim, e como cabeças-de-série, marcaram presença neste apetecível “B” os números 5, 46, 66 e 96 do ranking FPT. Na grelha competitiva, o atleta da AAUTAD e já nos “entas”, Henrique Vaz (n.º 186, segundo mais baixo do quadro) obteve mais um resultado digno de registo. Sucessivamente, Vaz (na foto) acedeu à final depois de ter ultrapassado os seguintes opositores: 1.ª ronda - Nuno Figueiredo (n.º 399 / TC Lamego) - 6/0, 6/0; ¼ final - Mário Daniel (n.º 96 / Duluténis) - 6/0, 6/2 e na ½ final - Luís Pinho (n.º 46 / CT Azeméis) - 6/1, 6/2. Sem dúvida, exibições seguras, impondo a sua superior explosão na linha de fundo, reveladoras de um ténis superlativo. A final foi disputada face ao terceiro designado do quadro, Rodrigo Barbosa (n.º 66 / CSN`Alvares) e, neste confronto, o tenista da Associação Académica da UTAD não desiludiu. Num jogo bem disputado e na “companhia” de uma temperatura bem alta, Henrique Vaz demonstrou que tecnicamente é um jogador evoluído, equilibrado, versátil e de pancadas limpas. E tenaz! Aliás, revela pouca simpatia pela perda de pontos por erros não forçados! Assim, não deixou escapar mais esta oportunidade e arrebatou o principal troféu desta competição ao vencer por duplo 6/3. Pena que as suas “aparições” competitivas sejam tão escassas! É sempre um regalo vê-lo jogar! No entanto, os adversários… discordam! Para os outros, e numa adaptação ligeira de um verso do poeta brasileiro, Vinicius de Moraes, “Que seja eterno… enquanto dure.” 

AF.
Post Scriptum:
Este texto foi escrito com manifesta inobservância do Acordo Ortográfico